Menino do bem, gente fina…Ele fazia umas fotos bem incríveis para um cliente meu durante o SPFW. Super talentoso, as imagens falavam mais do que deviam…Ele sempre deu um algo mais às fotos…Poeta até na hora de criar sua biografia… Estamos falando de Felipe Morozini, um novo expoente da arte paulistana.

Com um senso de humor apuradíssimo e talento ímpar, ele já esteve a frente de exposições fotográficas, projetos de design e cenários, intervenções urbanas, sites bem divertidos, tudo isso, sem esquecer seu amor pelas fotos. Difícil dizer o que ele faz melhor, mas vou retratar aqui, alguns dos projetos mais legais dele… E vejam bem, acompanho desde sempre! Felipe ganhou notoriedade após ser premiado no festival Babelgum de Nova York, na categoria Street Art pelo trabalho Jardins Suspensos da Babilônia, onde, com a ajuda de 21 amigos, transformou a estética do elevado Costa e Silva (bairro central de São Paulo), seu principal vizinho, pintando flores de cal por toda sua extensão. (http://youtu.be/XFXGEOrhrvg)


Um dos projetos mais divertidos de Morozini é o “Feio na Foto” que nasceu, viveu e morreu em 2010. Lá ele publicou sem dó fotos de amigos, que tirava nas baladas, reuniões, festas, em poses horríveis. Apesar da curta duração, o site foi um sucesso absoluto entre os fashionistas. Ainda em 2010, ele ganhou espaço fixo na Micasa, loja/galeria de design e arte paulistana de Houssein Jarouche. Sua primeira exposição chamava-se Love Story, nome sugestivo, fotografias idem! As imagens giravam em torno do mundo do toy art, com bichinhos fofos, personagens de filmes e super heróis, em posições inusitadas… As fotos mostravam uma Barbie pianista em clima de romance com o personagem ET, por exemplo.



Um certo dia, numa sexta-feira de 2011, São Paulo amanheceu mais aliviada e sincera…. Morozini e sua trupe, espalhou mais de 200 lambe-lambes com frases desabafos em pontos estratégicos da cidade. Junto com 10 colaboradores e a fotógrafa Debby Gram, ele colou frases como “Eu sabia que você existia” ou “Cansei de ser moderno”. A obra, chamada de EU VEJO FRASES EM VOCÊ teve uma única explicação – “Porque todos nós precisamos falar”, disse Felipe. Simples, sincero e honesto – a cara do artista. E ele gosta muito desta coisa da “necessidade que temos em falar”.


Quando contei que escreveria sobre ele aqui no blog, ele me respondeu – “Sam, se quiser pode me mandar perguntas por email (amo perguntas_como se eu precisasse falar o tempo todo_ e quem não precisa?)”. Um poeta!
E o talento dele vai longe… Ele é o responsável pelos cenários dos lounges que o Glamurama tem, a cada seis meses, no São Paulo Fashion Week. Quem já passou por lá sabe – a vontade é de levar todas as peças para casa!
Este ano, ele lançou seu mais novo projeto, o “Pick Profile Picture”, um tumblr aonde ele posta imagens legais para serem fotos de perfil em redes sociais. “Ele explica: “a ideia começou quando eu percebi que não gostava de colocar meu rosto no profile do Facebook. Cinco anos de pesquisas depois… cá estamos com esse tumblr, com atualizações diárias e muito humor”.” As imagens vão de pôsteres e ilustrações a colagens e fotografias de moda. Incrível!




Hoje Morozini divide seu tempo entre trabalhos comerciais, principalmente retratos e editoriais de moda e decoração em revistas, e projetos autorais. Ele já fotografou Paulo Borges para a revista Serafina, e este mês, estampou lindas imagens da modelo Michele Provensi na Revista RG. Suas fotos estão a venda na Galeria Zipper e na loja MiCasa.
Acho que já falei, ou melhor, escrevi demais! Conheça melhor Felipe, visitando o Flickr dele – www.flickr.com/photos/morozini/
E termino esse post com a poética biografia, que comentei no começo deste post e merece ser lida por todos!
Felipe Morozini
Nasceu em São Paulo, em 1975
Formou-se em direito.
Apaixonou-se por imagens. E por São Paulo.
Pintou flores no Minhocão: um desabafo.
Ganhou premio em NY por isso.
Colou frases. Precisava falar.
No Last Floor Project, ele revela 10 anos de seu trabalho mais pessoal. Um registro e catalogação da cidade de São Paulo e seus habitantes, sempre do mesmo ponto de vista, o último andar de um antigo edifício na Avenida São João.
É representado pela ZIPPER Galeria, em São Paulo.
Fez de sua primeira exposição individual em setembro de 2011, uma retrospectiva.